Das pistas às ruas: A história por trás da Honda NS 400R

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Depois de uma década de 60 brilhante, a Honda tinha dado um tempo na motovelocidade. Na virada dos anos 70, entretanto, a marca veio com sede de inovação. No seu retorno às pistas, ao invés de trazer uma moto 2 cilindros e 2 tempos – de acordo com o que as outras gigantes faziam (Yamaha e Sukuzi) – os japoneses resolveram revolucionar. Uma 4 tempos de 4 cilindros e um motor em V – com pistões ovais – marcava a volta da Honda.

Porém, olhares e inovações não significam resultados, não é mesmo? Além de não ter dado certo a aposta, a Honda se rendeu aos 2 tempos das concorrentes. Com isso, veio a NS 500, com um motor de 3 cilindros em V também. Os gêmeos ficavam em cima apontando para o teto e embaixo se tinha um solitário.

Embora a 4 cilindros fosse muito mais potente, a 2 cilindros era mais ágil. Graças a esse atributo, em 1983, a Honda faturou o campeonato. Tanto que, em comemoração ao título, surgiu a cara e detalhada réplica da NS 500 – a NS 400R. Uma moto de rua com características da campeã de pista.

Mas por que 400 e não 500cc? Por que economizar na força? Os japoneses resolveram se render a legislação, fazendo uma 400 sem trava ao invés de uma estrangulada 500.

Além disso, a moto vinha com todas as características da campeã mundial:

  • Rodas Comstar
  • Suspensão dianteira antiafundamento (TRAC – Torque Ractive Antidive Control)
  • Sistema ATAC (Auto-controlled Torque Application Chambers)

Em termos de vendas. a NS 400R não foi um grande sucesso. Ela era muito cara e menos potente que a moto na qual se baseava. Enquanto as motos das outras marcas tinham 90 cavalos de potência, ela tinha apenas 72. Isso fazia uma grande diferença. Da mesma forma, quem a dirigiu sempre falou que não existia maior “engolidora” de curvas. No Brasil, não há indícios de que alguma exemplar tenha passado por aqui.

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